quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O IPTU na América Latina

Sistemas del impuesto predial en América Latina y el Caribe (Outubro 2016), editado por Cláudia M. De Cesare, é o mais abrangente trabalho até hoje publicado sobre os sistemas de tributação da propriedade imobiliária urbana em uso na América Latina e no Caribe.

Sobre uma ampla base de dados compilada ao longo de 10 anos (2005-2014) de atividades do Programa Latino-Americano do Lincoln Institute of Land Policy, Sistemas del impuesto predial en América Latina y el Caribe examina provisões legais, práticas administrativas, indicadores de desempenho, decisões de política tributária e progressos conceituais e tecnológicos – além, é claro, de uma ampla gama de particularidades e obstáculos técnicos e jurídicos enfrentados pelas organizações responsáveis pela gestão do imposto sobre a propriedade urbana na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Peru e Uruguai.

Leitura indispensável para formuladores, planejadores e executores de política urbana - candidatos, em especial.

Disponível para download, formato pdf, no saite do Lincoln Institute of Land Policy; ou acesse diretamente pelo link

2016-11-16


domingo, 13 de novembro de 2016

Renda da terra urbana em disputa

Deu no Valor Econômico
11-11-2016, por Fernando Taquari
http://www.valor.com.br/politica/4773565/doria-pode-mudar-o-plano-diretor-de-sao-paulo

Doria pode mudar o Plano Diretor de São Paulo
A futura secretária municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, a arquiteta Heloísa Proença, ex-secretaria de Planejamento na gestão de Celso Pitta (1997-2000), disse que poderá promover mudanças nas regras urbanísticas da cidade. Os ajustes, segundo Heloísa, teriam o objetivo de tornar a legislação mais atraente para o setor imobiliário.
Heloísa foi indicada para a Pasta por entidades de classe ligados ao setor imobiliário, como o Secovi. "As demandas vêm do mercado. Eles entendem que essa legislação exige muitas contrapartidas do setor privado, tanto urbanísticas quanto financeiras. (..) A arquiteta acrescentou que assume o posto com a missão de tornar a cidade mais atraente para atividade econômica, como orientou Doria. As mudanças podem afetar o novo Plano Diretor do município, aprovado em junho de 2014, e considerado como uma das principais vitrines do atual prefeito Fernando Haddad (PT). (Continua)


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2016-11-13



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Mapeando os danos

Deu no La Vanguardia/Vida online
16-10-2016, por Juan Manuel García

Dónde están las viviendas vacías de Catalunya
Barcelona y su área metropolitana concentran la mayor parte de ejecuciones hipotecarias, pero el problema más grave se localiza en ciudades como Salt y Amposta
Imagem: La Vanguardia

Una de las consecuencias más graves de la larga crisis económica, directamente relacionada con el problema del paro en España, es la dificultad de los ciudadanos para encontrar una vivienda adaptada a sus necesidades o mantener la que adquirieron en propiedad durante la época de la burbuja inmobiliaria (1997-2007).
(..)  La problemática se repite en prácticamente todos los municipios españoles y catalanes: muchas familias se han visto obligadas a dejar de pagar las cuotas hipotecarias, han sido desahuciadas o están en vías de serlo y su vivienda ha pasado a manos de los bancos o de la Sareb (la Sociedad de Gestión de Activos procedentes de la Reestructuración Bancaria, también conocida como el “banco malo”), el organismo encargado de gestionar los activos transferidos por las entidades bancarias nacionalizadas por el Estado o en proceso de reestructuración.
La principal reivindicación de organizaciones como la PAH es que estos pisos que han quedado vacíos después de una ejecución hipotecaria sean destinados al alquiler social, a un precio asumible para aquellos que tienen dificultades para acceder a un vivienda. (Continua)


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2016-10-22


domingo, 23 de outubro de 2016

Rentabilizando bens públicos

Deu na Gazeta do Povo/Vida e Cidadania
22-10-2016, por Naiady Piva

PPPs para a gestão de parques funcionam?
Museu Afro Brasil
Parque do Ibirapuera
São Paulo
(..) O professor Marcos Silvestre Gomes, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, diz que não há exemplos de projetos de parceria público privada proeminentes, no Brasil. E alerta para o risco de estas parcerias resultarem em projetos sem conservação ambiental, “implantados em locais vazios, com espécies exóticas, priorizando questões estéticas”.
Outro risco é a concentração de recursos em regiões ricas da cidade. Geralmente é nestas áreas que ficam os parques patrocináveis, que acabam também abocanhando parte do dinheiro público. 
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, chegou a propor uma taxa das associações de apoio aos grandes parques da cidade, para subsidiar os pequenos, relata o jornal The New York Times. As ONGs alegaram que isto afastaria os patrocinadores, e que faziam sua parte ao desonerar o poder público, que ficaria livre para investir nos bairros. (Continua)


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2016-10-23

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Paris contra-ataca

Deu no Le Monde Économie
17-10-2016, por Isabelle Chaperon

Brexit : Paris en ordre de bataille pour attirer les exilés de la City
La Defense
«Le Brexit est une véritable opportunité pour Paris-La Défense. Un certain nombre d’entreprises internationales aujourd’hui installées à Londres vont sans doute chercher à se relocaliser, notamment celles de la banque, de la finance et des assurances », explique Marie-Célie Guillaume, directrice générale de Defacto, l’établissement public gérant le quartier d’affaires des Hauts-de-Seine.
Et d’ajouter : « Paris-La Défense entend tirer son épingle du jeu concurrentiel européen et se positionner comme la seule réelle alternative à la City.»
Fini le temps des complexes ou des scrupules. Cette initiative conjointe de Defacto et du département des Hauts-de-Seine s’inscrit dans le cadre d’un vaste plan de conquête déployé par la France, dans un rare moment de collaboration public-privé. En ligne de mire, le transfert depuis Londres vers Paris d’activités à haute valeur ajoutée et de cadres à fort pouvoir d’achat, avec des créations d’emplois à la clé. (Continua)

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2016-10-25

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Rearranjo no mapa das cidades globais

Deu no Le Monde Économie
17-10-2016, por Cécile Boutelet

Brexit: Francfort veut devenir le premier centre financier européen
Dans la compétition européenne pour drainer les emplois de la City post-Brexit, la région de Francfort est persuadée qu’elle est une des mieux placées. Bien avant le référendum britannique, elle avait d’ailleurs préparé minutieusement son lobbying, avant de l’intensifier ces derniers mois. A tel point que certains banquiers se sont montrés « impressionnés » par les présentations organisées récemment à Londres par l’agence de promotion de la ville allemande, rapportait récemment le Financial Times (FT).
Selon le quotidien britannique, les membres de la délégation de la région de Francfort sont allés jusqu’à évoquer un assouplissement du droit du travail allemand s’agissant des très hauts revenus, afin de faire tomber les craintes des établissements financiers de la City. (Continua)

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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Plano Diretor de Urbanismo ou de Atratividade?

Deu na Construção Mercado
04-10-2016, por Luísa Cortés, do Portal PINIweb

Novo Plano Diretor de São Paulo traz menor atratividade ao setor imobiliário, diz pesquisadora da Poli-USP
Nathália Loyola, pesquisadora do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), apresentou na última quinta-feira (19) uma pesquisa sobre o novo Plano Diretor paulistano. O estudo consiste em uma simulação feita em quatro bairros da cidade e conclui que o novo plano poderá elitizar o "miolo" dos bairros, além de obrigar os empreendedores a comprimir a área útil dos apartamentos.
As mudanças também derrubam a taxa interna de retorno de novos empreendimentos em cerca de dez pontos percentuais e, para manter o mesmo nível de atratividade para o empreendedor, nas condições do antigo Plano Diretor Estratégico (PDE), há três possibilidades. São elas: diminuir o custo da obra, comprar o terreno por menor preço ou aumentar o valor de venda das unidades.
(..) "Para que o investidor dessas regiões alcance o nível de atratividade do empreendimento nas mesmas condições garantidas pelo antigo PDE por meio da alteração do preço do terreno, esse valor teria de ser reduzido em média, na melhor das hipóteses, em 32%", calcula Loyola. Na Chácara Inglesa, o cenário é pior. "Para que ele recuperasse o patamar de atratividade conseguido com o antigo PDE naquele bairro, seria necessário reduzir o preço do terreno em cerca de 78%", afirma. (Continua)


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http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/negocios/novo-plano-diretor-de-sao-paulo-traz-menor-atratividade-ao-374081-1.aspx


2016-10-07



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A ver navios

Em algum momento da minha trajetória como profissional do urbanismo a serviço da cidade do Rio de Janeiro, fui uma espécie de inspetor de navios.

Sim, navios. Eu representava a Secretaria de Urbanismo numa comissão encarregada da regulação e licenciamento de obras e reparos nas redes de serviços públicos instaladas sob as ruas da cidade. O aspecto geral dos canteiros, definidos por tapumes orlados de baldes vermelhos emborcados sobre luzes de sinalização noturna, justificava o termo com uma pitada de irreverência carioca. 

Participante, na época, colateral mas solidário, da encantada lua de mel da administração municipal com a arquitetura dos espaços públicos, pude confirmar, na supradita Comissão, a justeza do provérbio popular que diz que não se fazem omeletes sem quebrar os ovos. Dado que as vias públicas servem à circulação de pessoas, bens e serviços, e que os condutos nelas instalados estão sujeitos, como todos nós, a deterioração, obsolescência, rupturas, vazamentos e até explosões terríveis, resulta que conviver com os navios urbanos é preciso. Não têm de ser mal ajambrados como o da foto ao lado - e eu me penitencio por não ter contribuído para a melhoria do seu design -, mas não há como evitá-los, seja no Rio, Nova Iorque ou Copenhague. A boa notícia é que eles estão sempre mudando de lugar! 

Já pensou se não fosse assim? Pois leia esta. 

Instalou-se em Niterói, há alguns anos, um grande navio urbano para a execução de uma obra viária - o Mergulhão da Rua Marquês de Paraná, a mais importante artéria da cidade. Era uma obra controversa, não tanto por sua utilidade - fora proposta anos atrás pela consultoria de Jaime Lerner no âmbito de seu plano de circulação -, mas pelo fato de que o buraco começou a ser aberto, no fim do mandato do prefeito JR, sem os indispensáveis estudos de solo, hidrografia e drenagem - um provável cambalacho até hoje muito mal esclarecido. Pulemos essa parte. 

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O fato é que JR perdeu nas urnas e deixou, como parece ter sido a sua intenção, o abacaxi para a cidadania descascar. 

Escudado por uma ampla maioria de votos, dentre os quais o meu, seu sucessor RN decidiu, em vez de auditar a obra como recomendava a prudência e os princípios da boa governança, concluí-la tal como fora iniciada, com a imprescindível ajuda do então governador SC - na época empenhado em cavar outro buraco: o portentoso déficit nas contas do nosso estado, financiado no mercado internacional com receitas futuras de royalties do petróleo. 

Decisão fatal! Retirado o navio de tapumes, o que surge na esquina da Avenida Amaral Peixoto? Uma imensa barcaça de concreto bem no meio da rua, engalanada com vistosa pintura de bifurcação de via elevada! Um marco do urbanismo niteroiense, projetado para durar cem anos! 

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Atravessar a Marquês de Paraná neste ponto, no lado esquerdo da Amaral Peixoto, implica ou um desanimador passeio em U com dois longos intervalos semafóricos ou o sério risco de morrer esmagado na amurada. E que dizer do resultado estético e do impacto ambiental do empreendimento? (Econômico, também: quem consegue fazer vingar um negócio decente numa esquina onde ninguém mais passa?)

Assassinato da arquitetura urbana, puro e simples, premeditado e frio! Urbanicídio qualificado e sem atenuantes, que poderia ser evitado bastando fazer recuar 30 metros a rampa de descida e pedir ao estagiário para fazer o layout do cruzamento. 

Acesso ao túnel
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Mas tem mais. Você já viu, leitor, um mergulhão acabar ANTES do cruzamento que pretende evitar? 

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Imagino que por falta do dinheiro - ou do tempo político? - necessário para as indispensáveis desapropriações, os engenheiros encarregados da obra arranjaram espaço para posicionar a saída do túnel BEM NO MEIO do largo formado pelo entroncamento das ruas Dr Celestino, Eusébio de Queiroz e Marquês de Paraná!


Saída do túnel
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Durante algum tempo, o governo da cidade alardeou o agora SEU mergulhão como uma grande realização no campo dos transportes, resultando em significativa economia de tempo para os niteroienses. Hoje até o reivindica como seu trunfo eleitoral.

Não disse, naturalmente, e continua não dizendo, que essa economia é um privilégio dos cidadãos motorizados oriundos da Ponte Rio-Niterói em detrimento dos usuários de ônibus que partem da Estação das Barcas com destino aos bairros populares e não populares da Região Litorânea.

Todos os dias, a partir do meio da tarde, esses ônibus formam uma longa fila indiana na faixa seletiva da rua Dr Celestino para negociar, um a um, com os automóveis que sobem a mesma rua, o acesso à única faixa que lhes foi deixada, pelo conflito com a rampa de saída do Mergulhão, para entrar no fluxo da Marquês de Paraná! 


R Dr Celestino.
 Automóveis e coletivos oriundos das Barcas são "afunilados" contra a mureta da rampa de subida do mergulhão para tomar a única faixa disponível de acesso à Marquês de Paraná. Não há mais, nesta esquina, travessia de pedestres para o Hospital Antônio Pedro, ao fundo.
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Rua Marquês de Paraná / saída do túnel. 
Sem a desapropriação do edifício à esquerda, era melhor não ter mergulhão.
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Para o sistema de transporte de Niterói, o Mergulhão significa: automóveis têm precedência; ônibus, entrem na fila!

Para os pedestres, por outro lado, a estrutura física de saída do túnel acrescenta um bloqueio formidável à entrada do Hospital Universitário Antônio Pedro, equipamento urbano que é referência absoluta do lugar.


À esquerda o Hospital Universitário Antônio Pedro; à direita a estrutura da saída do Mergulhão. Esta travessia é o único acesso de pedestres ao Hospital desde o Centro da cidade
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Cagada na entrada, cagada na saída - com a permissão do leitor. E no caminho?

Ao nível da rua, o espaço livre gerado pela cobertura do túnel formou um vazio incompreensível, inóspito e absolutamente desorganizado. Uma terra de ninguém separada da pista de rolamento por um guarda-corpo rodoviário com recortes improvisados nos pontos de travessia semaforizada. 


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Dirão, talvez, que este espaço destina-se à urbanização da área adjacente a um futuro BRT, ou VLT, ligando a Estação da Barcas à Região Litorânea. Pode ser. Mas não há projeto, prazo, explicação e, o mais impressionante, sequer promessa eleitoral! 

Do interior do túnel nada direi. Observe bem o leitor a imagem abaixo ou, se puder, faça a sua própria experiência.

Interior do mergulhão
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O Mergulhão da Marquês de Paraná é, como se vê, um poderoso fator de degradação arquitetônica, ambiental e econômica da via pública mais crucial da cidadeUma reedição tardia do pior tipo de desatino urbanístico do período rodoviarista, que todos teríamos o direito de crer superado depois da demolição do Elevado da Perimetral, no Porto Maravilha. 

É difícil dizer se se trata de uma intervenção urbana mal concebida, de uma estrutura provisória, de uma solução improvisada, de uma obra inconclusa ou apenas de um projeto de engenharia grosseiro e mal-acabado. Com segurança, o Mergulhão é um sério candidato ao prêmio de pior obra urbana do Brasil no século XXI. Niterói não o merece.

Estou convencido: muito melhor teria sido fechar o buraco do JR, colocar o insigne ex-prefeito aos cuidados de uma Lava-Jato municipal e fazer, na Marquês de Paraná, um "Rio-Cidade" com faixa prefencial para ônibus, ciclovia, calçadas civilizadas e cruzamentos corretamente desenhados com semáforos e travessias de pedestres - especialidade indisputável da nossa secretária de Urbanismo! 

E para não deixar sem solução o mote desta mal-alinhavada prosa, concluo dizendo que, diante do U-Boot encalhado na Marquês de Paraná, os navios da minha comissão de licenciamento de obras e reparos em vias públicas não passavam mesmo, convenhamos, de inofensivos barquinhos de cartolina.

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Fotos: (Clique na imagem para ampliar)











2016-05-10


terça-feira, 19 de julho de 2016

Pampulha dos povos

Deu na ECB – Agência Brasil
17-07-2016, por Leo Rodrigues
Unesco reconhece a Pampulha como Patrimônio Mundial da Humanidade
Igreja de São Francisco de Assis. 
Foto: Acácio Pinheiro/Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura

(...) Encomendado pelo então prefeito de Belo Horizonte Juscelino Kubitschek ao arquiteto Oscar Niemeyer, o conjunto modernista também contou com Roberto Burle Marx, que assina o paisagismo, e Candido Portinari, autor do painel externo de azulejos da Igreja de São Francisco de Assis, que é um dos principais cartões-postais de Minas Gerais, lembra o ministério.
Também participaram do projeto original o engenheiro Joaquim Cardozo e os artistas Paulo Werneck, Alfredo Ceschiatti, August Zamoyski e José Pedrosa. Construído nos primeiros anos da década de 40, o conjunto antecipa conceitos arquitetônicos que viriam a ser aplicados anos mais tarde na construção de Brasília.
O valor dos edifícios é reconhecido por suas inovações. "O Conjunto Moderno da Pampulha é uma referência na arquitetura mundial pela utilização do concreto armado, que ainda não havia sido utilizado em construções semelhantes. Causou assim um impacto no mundo inteiro", acrescenta Leonardo Castriota, professor de arquitetura da UFMG e presidente do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios no Brasil (Icomos), órgão que assessora e dá pareceres à Unesco.
Compõem o Conjunto Moderno da Pampulha a paisagem que se forma com a integração entre a Lagoa da Pampulha e sua orla, os jardins de Burle Marx, a Igreja de São Francisco de Assis, o antigo Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), a Casa do Baile (atualmente Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte), o Iate Golfe Clube (atual Iate Tênis Clube) e a Praça Dalva Simão (antiga Santa Rosa). (Continua)


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2016-07-18


sábado, 28 de maio de 2016

Expulsão branca

Deu no NY Times
27-05-2016, por Michael Henry Adams
http://www.nytimes.com/2016/05/29/opinion/sunday/the-end-of-black-harlem.html?smid=fb-share

The End of Black Harlem
Still Harlem endures as a community with high hopes, and in 2013, we felt sure we had found a champion. Bill de Blasio ran as the mayor for everyone, which we figured had to include Harlem. Black voters were crucial to his victory, and we thought we were covered and cared for. He even has a likable son, as liable to get stopped by the police as ours might.
Harlem, N York
We were wrong. The man we saw as “our mayor” may talk about housing affordability, but his vision is far from the rent control and public housing that President Franklin D. Roosevelt and Mayor Fiorello H. LaGuardia once supported, and that made New York affordable for generations. Instead, he has pushed for private development and identified unprotected, landmark-quality buildings as targets. He and the City Council have effectively swept aside contextual zoning limits, which curb development that might change the very essence of a neighborhood, in Harlem and Inwood, farther north. At best, his plan seems to be to develop at all speed and costs, optimistic that the tax revenues and good graces of the real estate barons allow for a few affordable apartments to be stuffed in later.


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http://www.nytimes.com/2016/05/29/opinion/sunday/the-end-of-black-harlem.html?smid=fb-share

2016-05-28


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Sassen on Jacobs

Deu no The Guardian / cities
04-05-2016, por Saskia Sassen

How Jane Jacobs changed the way we look at cities
(..) So perhaps now, on the 100th anniversary of her birth, we should all be asking: what is it that Jane Jacobs made us want to see in the city?
Jane Jacobs
Thinking about this question leads me to focus on the conditions that make a metropolis – the enormous diversity of workers, their living and work spaces, the multiple sub-economies involved. Many of these are now seen as irrelevant to the global city, or belonging to another era. But a close look, as encouraged by Jacobs, shows us this is wrong. 
She would ask us to look at the consequences of these sub-economies for the city – for its people, its neighbourhoods, and the visual orders involved. She would ask us to consider all the other economies and spaces impacted by the massive gentrifications of the modern city – not least, the resultant displacements of modest households and profit-making, neighbourhood firms. (Continua)


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2016-05-05


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Pequeno Inventário de Grandes Projetos: Malecón 2000, Guayaquil

A decisão de retomar esta série com o projeto Malecón 2000, em Guayaquil, Equador, surgiu da exposição preparada pelo arquiteto e planejador urbano Luis Alfonso Saltos Espinoza para o webinário promovido pelo Lincoln Institute of Land Policy em 04-11-2015.[1]



Malecón 2000, essencialmente um parque urbano à beira-rio, dificilmente poderia ser classificado como Grande Projeto Urbano (GPU) numa acepção, digamos, funcionalista do termo - uma intervenção estatal que vise a renovação de um setor urbano com todos os componentes característicos da cidade moderna: habitações, comércio e serviços privados; vias públicas, circulação veicular e meios de transporte; espaços, equipamentos e serviços públicos em geral. 

À guisa de exercício, deixo ao leitor interessado a tarefa de cogitar, como eu, se ele cabe no conceito de GPU sugerido por Garay[2], o de intervención sobre [una] pieza urbana (IPU) que abrange uma “parte significativa do tecido urbano” e “se baseia na aplicação de novas modalidades de gestão que combinam a aplicação de diferentes instrumentos de urbanismo e buscam incluir em seu desenvolvimento uma gama de instituições e atores sociais mais numeroso e complexo”.

De todo modo, Malecón 2000 está apto a figurar nesta série por compartilhar com um significativo número de grandes intervenções urbanas contemporâneas a pretensão de dar à cidade-objeto um novo polo de lazer, entretenimento, turismo e - vá lá - civismo, arquitetonicamente adequado ao “gosto” internacional, de modo a satisfazer o objetivo fundamental do planejamento urbano “estratégico” de fins do século XX, que é integrar as grandes cidades, com seus atributos tangíveis e intangíveis, ao mercado mundial de bens, serviços, equipamentos, consultoria e capitais - uma via de mão dupla que serve de um lado à atração de divisas e, de outro, à projeção dos “poderes” da elite local. 

Malecón 2000 parece ter conseguido, como a maioria de seus congêneres, transformar os intangíveis da centralidade de Guayaquil - memória histórica, nacionalidade, cultura local, modo de vida - em um “pacote” de exportação cuja natureza consiste, contraditoriamente, no virtual apagamento dessas referências, “congeladas” para fins de legitimação em um pequeno acervo de museus e construções remanescentes. 

A propósito, vale citar um recente artigo de de Saskia Sassen sobre a onda de aquisições de bens urbanos por grandes corporações, intitulado “Who owns our cities - and why this urban takeover should concern us”:


(..) hoje, ao invés de espaços de inclusão de pessoas de origens e culturas diversas, nossas cidades globalizadas estão expulsando as pessoas e a diversidade. Seus novos proprietários, muitas vezes habitantes de tempo parcial, são bastante internacionais - o que não significa que representam culturas e tradições diversas, mas sim a nova cultura global do sucesso. Eles são incrivelmente homogêneos, não importa quão diversos em termos de nacionalidade e idioma. Não são os cidadãos que nossas cidades grandes e diversificadas produziram historicamente. São, acima de tudo, cidadãos do “mundo corporativo” global.[3]


Não surpreende, pois, que a crítica do equatoriano Espinoza a essa intervenção se concentre no caráter essencialmente privatista - segregacionista mesmo, poderíamos dizer - de seu programa e sua gestão, perfeitamente expresso nos reiterados avisos visíveis por todo o parque onde se lê: “Se reserva el derecho de admisión”.


Seguindo o método deste Pequeno Inventário, a presente compilação inclui materiais de diversas fontes, tipos e pontos de vista disponíveis na Internet. Julgue o leitor por si mesmo, de preferência após a leitura integral de todos os materiais citados. Os links aparecem no final da postagem.
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[1]  Para acessar a apresentação, clique no link

[2] Garay, Alfredo, “El Montaje de una gran intervención urbana”, em Lungo, Mario (comp), Grandes Proyectos Urbanos, San Salvador: UCA Editores, 2004, p. 76

[3] Sassen Saskia, “Who owns our cities - and why this urban takeover should concern us”, em The Guardian online, 24-11-2015,
http://www.theguardian.com/cities/2015/nov/24/who-owns-our-cities-and-why-this-urban-takeover-should-concern-us-all?CMP=share_btn_fb

Malecón 2000 - Guayaquil, Equador


OBJETO
[Malecón2000]Este importante parque urbano le devuelve a la ciudad su relación perdida con el Río Guayas y se constituye en el percutor del proceso de regeneración urbana del centro.
Procurando aumentar el valor de los predios aledaños al mismo, a efectos de inducir una considerable atracción de la inversión inmobiliaria, el proyecto busca atraer nuevos residentes al centro de la ciudad y así prolongar el uso de sus espacios públicos, anteriormente abandonados y en desuso a partir de las seis de la tarde. 
[wikipedia/es 2015] A partir de 1999, la remodelación del Malecón Simon Bolivar, (..) tuvo como finalidad desde el principio de su concepción, la revalorización del casco comercial de la ciudad de Guayaquil, creando espacios que propiciaran la regeneración urbana (..)
[Perrone 2012]Malecón 2000 es un proyecto urbano-arquitectónico construido en Guayaquil - Ecuador a finales del siglo pasado, augurando cambios para la ciudad en el nuevo milenio. En la orilla oeste del río Guayas, se despliegan las formas arquitectónicas que reemplazaron al antiguo paseo recreativo y comercial llamado Malecón Simón Bolívar, constituido como el centro fundacional de la ciudad portuaria. La reconstrucción de esta centralidad, inaugura una nueva etapa en la historia de la ciudad, en el imaginario de la ciudadanía y en la gestión pública, en respuesta a un proyecto municipal de regeneración urbana que opera hasta la actualidad y que persigue la transformación de aquellas zonas consideradas degradadas.

(..) localizado en el centro de la ciudad de Guayaquil, se desarrolla sobre una extensión de 2.5 km de largo con una superficie aproximada de 20 ha, desde la calle Cuenca por el sur hasta el barrio Las Peñas por el norte. El diseño se proyecta sobre las antiguas instalaciones del Malecón Simón Bolívar y la plataforma ganada al río como parte del malecón regenerado.

[Urvía 2010] Es el proyecto percutor del proceso de regeneración urbana. Fué planteado y promovido por iniciativa privada en 1996 (**) y en octubre de 1999 fue inaugurada la primera etapa. Se invirtió US$ 75 millones. Ha sido visitado por cerca de 45 millones de personas desde la inauguración. Ha elevado el orgullo ciudadano a niveles insospechados–el 95% de la población piensa que es muy bueno- generando una corriente de opinión altamente positiva a nivel de todo el país sobre este tipo de procesos -en la actualidad muchas otras municipalidades han emprendido planes similares-, y ha permitido continuar con el mismo en la ciudad de Guayaquil.

En el año 1995, la Universidad Oxford Brookes del Reino Unido a través de un grupo de arquitectos y urbanistas peruanos, concibió la imagen objetivo del nuevo malecón - a pedido de Alvaro Guerrero, presidente ejecutivo del Banco La Previsora de Guayaquil.


ANTECEDENTES


Acesse o material completo desta pesquisa clicando em
https://docs.google.com/document/d/1C4URS9wJBJU1GvLm0jRC_QtUaIN5I5Q-Ail0sy-aT1s/edit?usp=sharing 





quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Sassen: é isto cidade?

Deu no The Guardian/cities online
24-11-2015, por Saskia Sassen

Who owns our cities – and why this urban takeover should concern us all 
Atlantic Yards Housing Project,© SHoP Architects

(..) The corporatising of access and control over urban land has extended not only to high-end urban sites, but also to the land beneath the homes of modest households and government offices. We are witnessing an unusually large scale of corporate buying of whole pieces of cities in the last few years. The mechanisms for these extractions are often far more complex than the outcomes, which can be quite elementary in their brutality.
One key transformation is a shift from mostly small private to large corporate modes of ownership, and from public to private. This is a process that takes place in bits and pieces, some big and some small, and to some extent these practices have long been part of the urban land market and urban development. But today’s scale-up takes it all to a whole new dimension, one that alters the historic meaning of the city. (Continua)

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2016-10-24